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1ª edição do Ocean Experts debate caminhos para o futuro da indústria offshore

Na primeira edição do Ocean Experts, a OceanPact reuniu especialistas da indústria offshore, academia e governo para discutir os desafios e oportunidades tecnológicas que moldarão o setor offshore nos próximos cinco anos. O evento online para debater tecnologias e tendências do setor offshore, estreou no último dia  21 de fevereiro, com apresentações do professor emérito da UFRJ e diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), Segen Estefen, e do CEO da Maritime Robotics, Vegard Hovstein. Mais de duzentas pessoas participaram do Ocean Experts.

Leonardo Barreira, diretor da OceanPact, que mediou a primeira edição do evento, iniciou destacando a importância da colaboração entre os diferentes protagonistas para o desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis. “Mais do que apenas consumidores de tecnologia, a OceanPact é desenvolvedora de soluções que agregam valor ao negócio de nossos clientes, impulsionando o progresso de todo o setor”.

“O crescimento das tecnologias autônomas é um desafio e uma tendência irreversível, e o Ocean Experts é uma amostra do interesse da OceanPact em refletir sobre o futuro da indústria offshore”, destacou o diretor.

Com a apresentação “INPO como um ator-chave para fomentar a tecnologia oceânica no Brasil”, o professor Segen Estefen defendeu que a experiência brasileira com a indústria de óleo e gás pode ser uma grande vantagem para acelerar a instalação de energias renováveis do mar. 

“Embora os recursos renováveis do oceano, como ondas, correntes e gradiente térmico ainda apresentem custos mais elevados do que a energia eólica, eles podem se beneficiar dos novos conceitos dos sistemas híbridos e da infraestrutura implementada para a eólica offshore”, acrescentou o diretor-geral do INPO, abordando a importância das energias renováveis dos oceanos como potencial para descarbonizar as atividades da indústria de óleo e gás.

Vegard Hovstein apresentou o avanço da tecnologia de operações remotas, com foco em veículos autônomos como USVs, ROVs e AUVs. “Na Maritime Robotics estamos dedicados a fornecer soluções inovadoras que impulsionam a indústria, priorizando a segurança, eficiência e sustentabilidade das operações. Demonstramos conclusivamente que autonomia e integração de softwares são fundamentais para as operações”.

A participação ativa da plateia foi celebrada por Vegard: “As perguntas refletiram o desejo de explorarmos juntos novas fronteiras tecnológicas”.

“Tivemos uma experiência enriquecedora ao abordar os diversos tópicos e novidades discutidos aqui, pois eles acrescentam valor à nossa atividade profissional e alimentam nosso interesse pelo oceano e por todas as atividades relacionadas a ele”, disse Barreira.