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‘Cada carbono conta’, diz Fernando Borensztein no Global Ocean Day

Fernando Borensztein, diretor de Novos Negócios e Sustentabilidade da OceanPact, representou a companhia no painel “Navegação, Portos, Logística – Quais Alternativas para Descarbonização?”, durante o Global Ocean Day, realizado no dia 8 de junho.

Ao lado de lideranças da indústria marítima e da Economia Azul, Fernando destacou que, na OceanPact, a descarbonização e a redução da pegada de carbono são iniciativas refletidas em tecnologias e operações inovadoras.

“Devido às características das operações de apoio marítimo, a redução de carbono é desafiadora. Por isso, cada carbono conta, e estamos empenhados em melhorar a eficiência energética da nossa frota com soluções inovadoras. Estamos testando, por exemplo, campos eletromagnéticos para evitar bioincrustação e melhorias hidrodinâmicas em nossas embarcações”, afirmou.

Fernando ressaltou que o futuro de baixo carbono dos serviços de apoio marítimo não se limita à descarbonização da frota. “Precisamos transformar o setor por meio de oportunidades como embarcações autônomas, melhoria das previsões e tecnologias como realidade virtual e gêmeos digitais, visando operações totalmente remotas, otimizando o uso de recursos e reduzindo a pegada de carbono.”

Além de Fernando, participaram do painel Arnaldo Calbucci, COO da Wilson Sons; Fernanda Sossai, gerente de Desenvolvimento Portuário e ESG do Porto do Açu; Juliana Munhoz, consultora de Inteligência em Transporte Marítimo da Suzano; e Franco Vernazza, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Startup Aquapower. A mediação foi feita por Miguel Silva, CEO da Bari Transportes.

José Luis Pizzorno, gerente de desenvolvimento da EnvironPact, também integrou a programação do Global Ocean Day. No painel “PEM – o Planejamento Espacial Marinho e o monitoramento”, Pizzorno apresentou uma visão estratégica do projeto em andamento no litoral brasileiro. Ele debateu ao lado de Sergio Gustavo Costa, coordenador de projetos da FGV; André Beirão, secretário-executivo do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha do Brasil; Claudia Funi, mestre em biodiversidade tropical pela Universidade Federal do Amapá; e Luiz Paulo de Freitas, professor adjunto do Departamento de Meteorologia da UFRJ.

“O PEM é um projeto fascinante, pois vai indicar como o Brasil quer se relacionar com o oceano. Com os dados obtidos, vamos conseguir identificar ecossistemas, seus serviços ecossistêmicos, unidades de conservação, áreas de reprodução de organismos vivos e especializar as atividades humanas no mar”, explicou Pizzorno.

“Vamos treinar e preparar as comunidades para participar ativamente do PEM. Este projeto permitirá o melhor mapeamento do ambiente marinho e de seu uso, o que é fundamental para a preservação”, destacou.

O Global Ocean Day aconteceu nos dias 7 e 8 de junho, no Museu do Amanhã, Rio de Janeiro, celebrando o Dia Mundial dos Oceanos. O evento foi patrocinado pela OceanPact.