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Descomissionamento: desafios operacionais e o papel da gestão integrada

“Mais de R$ 65 bilhões serão investidos em descomissionamento no Brasil até 2029, segundo dados da ANP. É uma agenda que exige planejamento, integração e, principalmente, uma abordagem estruturada de segurança e eficiência em todas as etapas”.

A reflexão de Erik Cunha, Diretor Comercial, Marketing e responsável pela área de descomissionamento da OceanPact, foi compartilhada durante o Workshop de Descomissionamento, Comissionamento, Operação e Logística Offshore, promovido ontem pela FGV Energia, no Rio de Janeiro.

O evento reuniu especialistas para discutir desafios e oportunidades do setor de óleo, gás e energia, com foco em demandas técnicas, industriais e logísticas no país.

Erik destacou a importância do modelo integrado de EPRD — Engenharia, Preparação, Recolhimento e Destinação Final — nos projetos de descomissionamento, possibilitando reduzir interfaces críticas, aumentar o controle operacional e fortalecer a segurança em todo o ciclo. A leitura está em linha com a apresentação de Pietro Mendes, diretor da ANP.

A OceanPact já atua com um modelo operacional baseado na integração entre engenharia, operações submarinas, logística onshore, navegação, meio ambiente e gestão de riscos, com governança unificada.

Essa abordagem gera ganhos de eficiência e maior segurança em todas as fases do projeto, da concepção à destinação final, incluindo iniciativas voltadas ao desmantelamento, reciclagem e economia circular.

Em um cenário de expansão dessa agenda, o Brasil tem a oportunidade de se consolidar como referência mundial em descomissionamento offshore, além de poder experimentar o pioneirismo na reinserção de estruturas retiradas e recuperadas na cadeia, como é o caso de linhas flexíveis que podem ter sua vida útil estendida.

Nesse contexto, segundo Erik, descomissionamento não deve ser tratado como o comissionamento ao contrário, mas como um projeto de engenharia complexo, marcado pela necessidade de soluções muitas vezes inéditas. É justamente nesse cenário que a integração ganha relevância: menor fragmentação e risco, mais integração, eficiência e maior capacidade de antecipar a resposta.


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