A OceanPact e a CBO confirmam hoje, 16 de setembro, a conclusão da combinação de seus negócios, após a aprovação final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e cumprimento das demais condições precedentes. Com a integração, a CBO passa a fazer parte da OceanPact, e a unidade de Navegação passa a se chamar OceanPact CBO.
Concluída a operação, a companhia combinada passa a operar uma frota de 70 embarcações, com uma equipe de mais de 5 mil colaboradores, com receita anual superior a R$ 4 bilhões e backlog contratado de mais de R$ 14 bilhões, números que a posicionam entre os principais players de serviços marítimos e offshore do país. A nova escala amplia a flexibilidade na alocação de ativos e eleva de forma significativa a capacidade de atuação em serviços de alta complexidade, como resposta a emergências ambientais, operações submarinas, descomissionamento, logística integrada e projetos na área ambiental.
A combinação de negócios se apoia em quatro pilares estratégicos: fortalecimento da geração de caixa, com aumento do potencial de pagamento de dividendos; ampliação da capacidade de atuação, a partir de uma base maior de ativos; maior geração de valor, por meio da integração comercial e operacional e da captura de sinergias; e complementaridade de frota, com ganho de capacidades, redução da idade média das embarcações, otimização da alocação de ativos e diversificação da base de clientes.
“A chegada da CBO à OceanPact marca uma nova etapa na história da nossa companhia. Temos uma grande oportunidade pela frente: combinar o melhor das nossas histórias para construir uma operação ainda mais completa, eficiente e preparada para gerar valor para nossos clientes e a sociedade”, destaca Flavio Andrade, presidente da OceanPact.
Marcos Tinti, VP de Navegação na OceanPact CBO, reforça a continuidade do legado: “A combinação de negócios com a OceanPact amplia nossa história. Seguimos levando conosco aquilo que a CBO construiu de mais importante: nossa experiência, nossas boas práticas, nossas pessoas e nosso compromisso com uma operação segura, eficiente e de qualidade”.
Com a incorporação da CBO pela OceanPact, serão emitidas 274.551.446 (duzentos e setenta e quatro milhões, quinhentas e cinquenta e uma mil, quatrocentas e quarenta e seis) novas ações ordinárias, que passarão a ser negociadas na B3 a partir de amanhã, 17 de setembro. A diretoria da companhia passa a ser composta pelos executivos: Flavio Andrade, Haroldo Solberg, Eduardo de Toledo, Erik Cunha, Adriano Ranieri, Fernando Borensztein, além de Marcos Tinti e Marcelo Martins, provenientes da CBO.
Ampliação da oferta e capacidade para a indústria
A conclusão da combinação de negócios une a diversidade de serviços da OceanPact à eficiência operacional da CBO. Esse novo patamar de atuação permite converter um volume maior de oportunidades comerciais e oferecer ao mercado offshore uma estrutura mais robusta, ágil e integrada, preparada para gerar valor em toda a cadeia de operações.
Sobre a OceanPact CBO
A OceanPact CBO nasce da convergência de duas trajetórias pioneiras no setor marítimo brasileiro. A OceanPact, fundada em 2007, consolidou-se como referência em consultoria, resposta a emergências e engenharia submarina, integrando o índice ISE da B3 com uma estratégia focada na transição para soluções de baixo carbono. A CBO, com um legado de mais de 45 anos, é um dos pilares do apoio marítimo offshoreno país, reconhecida pela eficiência operacional e por marcos em inovação, como o projeto inédito de retrofit de motores para uso de etanol.
A nova estrutura acionária reflete uma base de capital sólida, com participações distribuídas entre Vinci Compass (21,8%), fundos geridos pelo Pátria (21,8%), Flavio Andrade (13,0%), BNDESPar (10,9%), executivos da OceanPact (3,8%) e mercado (28,7%). A governança da companhia será conduzida por um Conselho de Administração composto por sete membros, presidido por Luís Araujo.
A companhia combinada mantém o compromisso com a eficiência operacional, a segurança e a redução de emissões, aliando capacidade técnica e gestão de riscos à geração de valor de longo prazo para clientes, acionistas e sociedade.