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OceanPact e Firjan inauguram série de três eventos com debate sobre quantificação das emissões de GEE nas atividades marítimas

Durante o primeiro de três eventos com especialistas sobre transição energética no ecossistema marítimo, a Firjan e a OceanPact receberam Bruna Mascotte, sócia da Catavento, Carlos Victal, Gerente de Sustentabilidade do IBP e Rafael Torres, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da SBM Offshore para um debate no dia 6 de abril, na Casa Firjan. O evento “Quantificação das Emissões de GEE no Mar” foi moderado por Andrea Lopes, Especialista de Sustentabilidade da Firjan, e Ana Lyra, Gerente de Sustentabilidade da OceanPact.

Dentre os assuntos abordados, mereceu destaque os esforços para identificação e quantificação das emissões de gases do efeito estufa das atividades offshore de óleo e gás. Karine Fragoso, Gerente de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, celebrou a parceria criada com a OceanPact que tem em comum a preocupação com o meio ambiente. E afirmou: “O Brasil continua sendo o maior mercado para instalação de navios-plataforma, o que gera impactos e aumenta nossa preocupação com a ética, integridade, qualidade e sustentabilidade socioambiental e financeira desse negócio. É preciso olhar por vários prismas para criar um mercado saudável para todos”.

O evento registrou preocupação com as mudanças climáticas e mencionou dado recente do relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) que alerta para a urgência de ações que consigam limitar o aquecimento da Terra em 1,5 grau para frear consequências significativas. Diante disto, o debate reforçou a importância da informação como base para qualquer gestão, ilustrando a relevância da quantificação das emissões de GEE na trajetória de descarbonização da economia e da transição energética. 

Bruna Mascote disse que quase metade da população global já está extremamente vulnerável aos impactos das mudanças climáticas. Isso cria problemas sociais e perdas econômicas. “Precisamos reduzir o percentual de energia que é gerado via combustíveis fósseis e aumentar a geração por fontes não emissoras de GEE. A pressão nas empresas pela governança dos temas de clima e pela quantificação dessas emissões vem de todos os lados, seja de investidores, da sociedade ou de órgãos reguladores”.

O especialista do IBP, Carlos Victal, abordou as iniciativas do setor de óleo e gás no combate às mudanças climáticas e no processo de transição energética justa e inclusiva. Rafael Torres fechou o debate dizendo que o petróleo não vai deixar de ser explorado nas próximas duas décadas, e que o importante hoje é ter a menor pegada de carbono possível na sua exploração e produção. Para ele, a energia virá cada vez mais dos oceanos, com a vantagem de que a maior parte da população mundial fica perto da costa.

A gravação do painel está disponível no canal da OceanPact e o segundo evento da série acontecerá no dia 19 de abril, com o tema “Soluções para descarbonização nos oceanos”.