A OceanPact promoveu mais uma edição especial do OceanPact Talks, em comemoração ao Dia do Oceanógrafo (8 de junho), reunindo profissionais para compartilhar vivências e visões sobre o futuro da profissão.
Mediado pela oceanógrafa e gerente de Inovação da companhia, Andrea Gallo, o encontro apresentou a Rede de Inteligência Oceanográfica (RIO), uma iniciativa da OceanPact voltada a promover sinergia, inovação e desenvolvimento técnico entre seus cerca de 50 oceanógrafos.
Anna Maria Scofano, primeira oceanógrafa graduada da Petrobras, compartilhou sua história de vocação e superação. Com leveza e humor, ela contou sua trajetória e os desafios para uma mulher na área durante os anos 80.
“A gente fazia de tudo. O oceanógrafo é essa ponte entre processos, entre áreas e pessoas. Somos como uma ´tecla SAP´ dentro das empresas: tradutores entre engenheiros, gestores, cientistas e o oceano”, brincou.
Já Ana Cupelo, gerente de Sustentabilidade na Equinor, reforçou como a paixão pela oceanografia guiou sua escolha profissional, mesmo em um mercado restrito na década de 90. Para ela, a área ambiental passou de obrigação a diferencial estratégico:
“O objetivo antes não era proteger o meio ambiente, era gerar negócios. Agora isso mudou. A área ambiental virou uma vantagem competitiva entre as empresas”, afirmou.
Referência em Engenharia Costeira e Oceanográfica, o professor Afonso de Moraes Paiva (UFRJ/COPPE) enfatizou a importância da conexão entre universidade e mercado de trabalho, e da busca contínua por conhecimento:
“A interface com a academia pode abrir portas para quem quer atuar na indústria. Estamos sempre tentando entender o mundo, e essa curiosidade traz recursos e novas possibilidades”, disse.
O gerente de Resposta a Emergências Offshore na BRAVA Energia, Gustavo Simão Xavier, destacou a oceanografia como ferramenta de transformação. Sua trajetória foi marcada por desafios superados e pelo desejo de inspirar novas gerações:
“O oceanógrafo, para mim, é uma lente. Uma forma de ver, encarar e resolver problemas. Nosso papel é abrir caminhos e deixar legado”, falou.