Guanabara Verde

Por uma Guanabara + Verde

A Baía de Guanabara é um corpo hídrico, com aproximadamente 400 km2. É margeada por sete municípios: Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Magé, Guapimirim, Itaboraí, São Gonçalo e Niterói. Possui uma bacia hidrográfica de aproximadamente 4.000 km2 e 35 grandes rios desembocam nela. No seu entorno, vive uma população de mais de 8 milhões de pessoas. Os rios servem de estrada para conduzir, até suas águas, o fruto da nossa falta de informação. Por meio deles, chegam às águas da Guanabara, silte, areia, argila, folhas, galhos… Mas também são carreados todo tipo de resíduos sólidos, potencializando a degradação de seus manguezais, praias e costões.

Na época das Olimpíadas do Rio de Janeiro, muito se viu e ouviu sobre a Baía de Guanabara e seu estado. Há quem afirme que a Guanabara está morta. NÃO ESTÁ! Nesse imenso corpo hídrico, há um canal dragado pela Marinha do Brasil, que permite a entrada de correntes, vindas de bem longe, que a cada 12 dias renovam 50% de suas águas.

Os manguezais, reconhecidamente berçários do mar, que ainda resistem nesse grande ecossistema, já ocuparam toda a sua extensão. A história da degradação dos manguezais remonta à chegada da Família Real em terras cariocas. Com o início da construção daquela que seria a cidade maravilhosa, muito se desmatou. Morros inteiros foram nivelados. Mais tarde, muitos de seus rios tiveram seus cursos “corrigidos”, para acabar com as curvas (a natureza bem sabe da sua necessidade).

Mais tarde, já em décadas mais recentes (60, 70) as árvores de mangue que resistiram enfrentaram uma nova ameaça: a retirada de madeira para aquecer os fornos das olarias, para produção de telhas e tijolos, utilizados na construção das cidades de seu entorno. De sua barra (entre as cidades de Niterói e Rio de Janeiro) e até mais ou menos o meio da Guanabara, a resiliência do ecossistema de manguezal permite que pequenas manchas resistam bravamente. Mas não são suficientes para trazer de volta a floresta que existia ali.

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Mas a guerra não está perdida. Lá no fundinho da Baía de Guanabara, num espaço conhecido como recôncavo, que compreende a região costeira de 4 municípios (Magé, Guapimirim, Itaboraí e São Gonçalo), existe um oásis, chamado Área de Proteção Ambiental de Guapi-Mirim. Trata-se de uma Unidade de Conservação (UC) criada em 1984 – a primeira do país, para proteger manguezais. Mais tarde, em 2006, a APA de Guapi-Mirim ganhou um reforço. É criada uma outra UC, para reforçar a proteção desse belíssimo e incompreendido ecossistema: a Estação Ecológica da Guanabara.

Com a criação dessas UCs, a retirada de madeira cessou. Muito de sua cobertura vegetal conseguiu se regenerar por conta da resiliência. Mas há espaços em que a agressão foi tão intensa que as árvores não conseguiram retornar, perdendo espaço para a vegetação oportunista.


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Cientes de todo esse histórico, e buscando tornar a Guanabara mais verde, a OceanPact patrocina o Projeto Guanabara Verde. Ele é realizado pela ONG Guardiões do Mar com a parceria do Instituto Mar Urbano. O projeto é realizado a partir de dois grandes eixos: Restauração e Educação Ambiental. No primeiro estão restaurados 12,2 ha, com o plantio de 30,5 mil árvores das três espécies de mangue da região. É necessário disseminar informações e boas práticas, para que as mudas ganhem força para seguir sozinhas, tornando-se novas árvores que irão se tornar uma floresta – berçário do mar – que promova a sustentabilidade de centenas de famílias no território. Daí a importância do eixo Educação Ambiental. Por meio desse eixo, alunos, professores, lideranças e poder público são informados sobre a importância desse ecossistema para a manutenção da saúde da Baía de Guanabara. Com a restauração, a OceanPact entende que está contribuindo para dirimir os impactos sobre os manguezais, ajudando a aumentar sua cobertura vegetal. Com as atividades de educação ambiental, busca demonstrar que cada um pode fazer um pouquinho e, juntos, tornar a GUANABARA cada dia MAIS VERDE.


Texto escrito por Pedro Belga, gestor da ONG Guardiões do Mar.

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